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quinta-feira, 7 de julho de 2011

missão

STS-113 Imagery missão do vaivém espacial


STS113-E-05442 (2 de Dezembro de 2002) --- astronauta Peggy A. Whitson, Expedition Cinco NASA ISS oficial de ciências, olha para a Estação Espacial Internacional (ISS) através de uma janela no Space Shuttle Endeavour após o desencaixe das duas espaçonaves . Endeavour se afastou do complexo de 14:05 (CST) em 02 de dezembro de 2002 quando a sonda sobrevoou duas noroeste da Austrália.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

As TOP 10


TOP 10: As mais belas imagens do telescópio Hubble 

Desde que foi lançado ao espaço, em abril de 1990, o Telescópio Espacial Hubble, ou HST, tem proporcionado aos cientistas e ao público em geral as mais belas imagens até hoje feitas do nosso Universo.



Apesar de não ser o primeiro ou o único telescópio em órbita da Terra, O Hubble é um dos maiores e provavelmente o mais versátil e sua contribuição aos estudos astronômicos tem sido vital desde que foi posto no espaço, permitindo um número incalculável de novas descobertas. De 200 papers (trabalhos científicos) publicados a cada ano e que recebem mais citações, pelo menos 10% são baseados nos dados do telescópio.

Dizer qual das imagens do Hubble é a mais interessante ou importante não é uma tarefa fácil. As imagens abaixo são uma coletânea de 10 cenas que a nosso ver conseguem ao mesmo tempo serem belas e cientificamente importantes. Veja se não temos razão!

Galáxia Espiral NGC 628
Uma das mais belas imagens captadas pelo telescópio Hubble é sem dúvida a da galáxia em espiral NGC 628, também conhecida como M74.

Descoberta em 1780 pelo astrônomo Pierre Méchain, M74 está localizada a 32 milhões de anos-luz na direção da constelação de Peixes e é formada por aproximadamente 100 bilhões de estrelas, sendo ligeiramente menor que a Via-Láctea.

Em março de 2005, cientistas anunciaram a existência de um possível buraco negro de massa 10 mil vezes maior que nosso Sol em seu interior. Apesar de existirem diversas imagens dessa galáxia, a cena captada pelo Hubble é uma das mais belas e detalhadas.


O Balé Celestial ARP 87
Registrada pelo telescópio Hubble em fevereiro de 2007, a cena ao lado mostra uma intrincada e maravilhosa coreografia espacial executada pelo par de galáxias ARP 87, distantes a mais de 300 milhões de anos-luz, na constelação de Leão.

Estrelas, gás e poeira proveniente da grande galáxia espiral NGC 3808, à direita, parecem formar um gigantesco braço celestial que envolve por completo sua companheira menor, NGC 3808A, à esquerda. A colossal força gravitacional envolvida é nítida e distorce até mesmo o típico formato das galáxias.

A partir das imagens feitas pelo Hubble, os cientistas descobriram que ARP 87 contém um número maior de clusters de super estrelas - regiões mais compactas e ricas em estrela jovens - do que os encontrados em nossas galáxias vizinhas.


Cicatrizes do cometa Shoemaker-Levy em Júpiter
Entre os dias 16 e 22 de julho de 1994, mais de 20 fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 colidiram com o planeta Júpiter. O violento impacto foi acompanhado por centenas de observadores ao redor do mundo e diversas imagens foram registradas, tanto por astrônomos amadores como profissionais, mas nenhuma se compara a esta, feita pelo telescópio Hubble.

A imagem apresenta nitidez impressionante e revela as enormes cicatrizes deixadas pelos impactos do cometa sobre o hemisfério sul do gigante gasoso. Os impactos resultaram em diversas cicatrizes negras na atmosfera joviana, além de elevarem colunas de gás a milhares de quilômetros de altitude e formarem bolhas de gás de centenas de graus Celsius.

Estima-se que os fragmentos tinham aproximadamente 2 quilômetros de diâmetro e atingiram o planeta a 60 km/seg.


Berçário de Estrelas NGC 604
Provavelmente uma das mais belas imagens espaciais, NGC 604 é uma nebulosa de grandes dimensões, repleta de estrelas em formação. Medindo aproximadamente 1500 anos-luz de comprimento, NGC 604 é uma verdadeira maternidade de estrelas, cem vezes maior que a nebulosa de Órion M42.

Descoberta em 1784 por William Herschel, a nebulosa abriga em seu interior mais de 300 estrelas quentes com massa 15 a 60 vezes maiores que nosso Sol e se localiza a 2.7 milhões de anos-luz da Terra, na borda da galáxia espiral M33, direção da constelação do Triângulo.

A cena apresentada foi registrada em janeiro de 1995 através da Câmera Planetária de Campo Largo. Foram realizadas diversas exposições em diversos comprimentos de onda, com o propósito de estudar as propriedades dos gases ionizados que atingem mais de 10 mil graus Celsius. O estudo dessas imagens permitiu aos cientistas esclarecerem os diversos pontos referentes à formação e evolução do meio interestelar.


Saturno e seus anéis maravilhosos
Quem olha o planeta Saturno pela primeira vez ao telescópio, facilmente se encanta. Saturno se parece com uma delicada miniatura planetária, com pequenos anéis que mais parecem uma pequena jóia feita por um artista. Mas ao olharmos a foto feita pelo telescópio espacial Hubble o belo planeta gasoso deixa de ser uma miniatura admirável para se tornar um gigante imponente.

Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar e o segundo maior em tamanho. Seu gigantesco sistema de anéis tem aproximadamente 274 mil quilômetros de diâmetro, mas sua espessura não passa de 1.5 quilômetro.

A cena captada pelo telescópio Hubble é uma das mais belas já feitas dos planetas do Sistema Solar e a riqueza de detalhes dá a impressão de que a cena não é apenas uma foto, mas uma pintura feita para admirar.


Ecos de Luz de V838 Monocerotis
V838 Monocerotis é uma gigantesca estrela variável localizada a mais de 20 mil anos-luz da Terra na constelação do Unicórnio, ou Monoceros. Em outubro de 2002 os cientistas testemunharam um forte e repentino aumento em seu brilho, que transformou a estrela no objeto mais luminoso da Galáxia. Os eventos registrados foram únicos, com surgimentos de intensos picos luminosos com velocidade de expansão incomum, seguido de súbitos apagões.

No início os pesquisadores pensaram que o aumento de brilho era o resultado de uma explosão comum de uma estrela em estado de supernova, mas hoje praticamente todos concordam que o evento foi totalmente diferente, com algumas teorias apontando para a fusão de duas estrelas ou até mesmo que V838 Monocerotis tenha engolido os planetas gigantes que a orbitavam.

A imagem captada pelo telescópio espacial Hubble mostra com clareza os ecos da explosão. Na cena a luz é refletida pela poeira estelar, emoldurada por espirais e redemoinhos provocados por poderosos campos magnéticos.


Pilares da Criação
Provavelmente essa seja a mais impressionante imagem captada pelo telescópio espacial Hubble. A cena retrata parte da Nebulosa da Águia, M16, e basta olhar para ela para entender porque recebeu o nome de Pilares da Criação. Um simples olhar é o suficiente para impressionar até mesmo os mais leigos.

A foto retrata gigantescas estruturas em forma de colunas formadas por hidrogênio interestelar e poeira, responsáveis pelo nascimento das novas estrelas do Universo.

Registrados em 1995, os três pilares de poeira cósmica constituem a imagem mais emblemática captada pelo Telescópio Hubble, mas os pesquisadores acreditam que o ícone não exista mais. Uma violenta explosão de uma supernova, ocorrido há 8 mil anos, emitiu uma poderosa onda de choque que provavelmente desmoronou os pilares. A violenta explosão chegou à Terra há 2 mil anos e possivelmente foi vista pelos habitantes daquela época como um forte clarão naquela região do céu.


Nebulosa do Caranguejo - Restos de uma explosão
Um dos objetos mais observados pelos astrônomos, amadores ou profissionais, é sem dúvida a Nebulosa do Caranguejo, formada dos restos de uma supernova e localizada a 6500 anos-luz na constelação de Touro. A nebulosa foi observada pela primeira vez em 1731 pelo astrônomo John Bev e tem um diâmetro de 11 anos-luz, que se expande a 1500 quilômetros por segundo.

No centro da nebulosa se encontra o Pulsar do Caranguejo, uma pequena estrela rotatória de nêutrons que emite feixes eletromagnéticos a razão de 30.2 pulsos por segundo, que se propagam desde os raios gamma até o espectro de radiofrequência. Estima-se que seu diâmetro atual seja de apenas 30 quilômetros.

Foi a Pulsar do Caranguejo que explodiu e se transformou em uma supernova. O evento foi observado por astrônomos árabes e chineses no ano de 1054, que relataram que o brilho era tão intenso que podia ser visto até mesmo durante o dia.


A maravilhosa Galáxia do Sombrero
Outro objeto muito "caçado" pelos observadores noturnos é a famosa galáxia do Sombrero, aqui retratada em grande estilo pelo telescópio espacial Hubble. Olhando a imagem nem é necessário dizer por a galáxia recebeu esse nome.

Distante cerca de 30 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Virgem, a galáxia do Sombrero, ou M104, é formada por um proeminente disco de partículas e gás e uma gigantesca e brilhante protuberância central.

Em 1990, utilizando imagens do Telescópio Hubble, um grupo de pesquisadores demonstrou que era impossível manter a velocidade de rotação das estrelas em sua área central, a menos que uma gigantesca massa 1 bilhão maior que o Sol estivesse presente em seu centro, concluindo então pela existência de um dos maiores buracos negros já descobertos.


Campo Ultra Profundo
A primeira vista a imagem ao lado se parece com uma montagem, onde se vê diversas galáxias, estrelas e objetos distantes. Mas a cena é bem mais que isso. Ela retrata uma pequena região na constelação Fornax e é a mais profunda imagem do Universo jamais visto no espectro visível. A cena contém aproximadamente 10 mil galáxias vistas em um espaço de apenas um décimo daquele ocupado pela Lua Cheia.

A cena levou quatro meses para ser feita, entre setembro de 2003 e janeiro de 2004, e mostra objetos localizados há mais de 13 bilhões de anos-luz. O objeto mais tênue registrado na imagem tem menos de 4 bilionésimos do brilho que podemos ver com nossos olhos e representam as primeiras estrelas criadas no Universo.

Calendário Solar



Calendário Solar
Hoje
Nascente   06h47 
Poente   17h28 

Amanhã
Nascente   06h47 
Poente   17h28
Nascer e pôr do Sol
Calendário Lunar
Fase da LuaMinguante Giboso

96% Iluminada
Hoje
Nascente   19h26 
Poente   08h12 

Amanhã
Nascente   20h23 
Poente   08h57
Planetas agoraVer Planetário  
PlanetaAzEl  AgoraMagn.Ápice
Mercúrio279-63-1.812h30
Vênus247-84-3.910h57
Marte124-831.410h06
Júpiter108-58-2.208h30
Saturno286361.019h09
Urano104-305.906h44
Netuno10137.904h39

A estação espacial será facilmente visível às 5h52 do próximo dia 18, quando o complexo orbital passará a apenas 374 km da cidade. Para ver, dirija o olhar a 68 graus de elevação acima do azimute 49º.
O telescópio espacial poderá ser visto cruzando o céu às 19h37 do dia 22. Para ver o telescópio, olhe a 31º de elevação sobre o azimute de 310º
Fases da Lua
Qua, 1/jun 18:02
Qua, 8/jun 23:10
Qua, 15/jun 17:13
Qui, 23/jun 8:49
Sex, 1/jul 5:53


Distância das capitais até substr($meta_title,5)
Manaus - 2691 km
Rio de Janeiro - 358 km
Belo Horizonte - 490 km
Florianópolis - 489 km
Porto Alegre - 853 km
Brasília - 874 km
Maceió - 1930 km
Natal - 2322 km
Meteorologia
Aeroporto: São Paulo (8 km da cidade, às 21:35)

  Céu limpo (cavok)    19°C
Umidade Relativa:  48%   Vento:  1 km/h
20.32 W





O céu da Cidade 
A página mostrada apresenta diversas efemérides relacionadas à cidade escolhida, que vão desde os horários dos crepúsculos solares e lunares até os instantes em que a Estação Espacial Internacional e o telescópio espacial Hubble podem ser vistos no céu da cidade.A tabela relacionada aos planetas mostra o azimute e elevação do astro no momento em que a página é aberta, bem como o status de visibilidade quando o planeta estiver acima do horizonte. O brilho do astro também pode ser conferido na coluna Magn, lembrando que quanto menor o valor, mais intenso será o brilho. A última coluna mostra o momento aproximando em que o planeta atinge a maior elevação acima do horizonte. Para entender melhor sobre azimute e elevação, clique aqui .O valor da declinação magnética mostra quantos graus o norte geográfico está desviado da agulha da bússola. O resultado considera o polo geomagnético localizado nas coordenadas 82.7N e 114W, conforme dados do National Geophysical Data Center, dos EUA. Um erro de até 3 graus pode ocorrer nas latitudes mais elevadas do território brasileiro.
Importante
Os horários das passagens da Estação Espacial e do Telescópio Hubble estão no Horário de Brasília. Portanto, é necessário fazer a correção para sua localidade.

Observatório solar e heliosférico SOHO


Imagens do Sol
Tempestades Geomagnéticas
Previsão para 18/06 até 20/06 

A tabela a seguir mostra a previsão de ocorrência de tempestades geomagnéticas nas latitudes médias e altas nas próximas 72 horas. 

INTENSIDADELatitudes MédiasLatitudes Altas
24 h48 h72 h24 h48 h72 h
ATIVA15%10%20%20%15%25%
MENOR01%01%05%01%01%10%
MAIOR01%01%01%01%01%01%

Dados Atuais - 22:19 BRT
A velocidade do vento solar medida pelo satélite SOHO é de 421 km/s. O número de manchas solares informado é de 62 para um fluxo solar de 104.
421 km/s

ATENÇÃO
ROTAÇÃO DE 180 GRAUS LASCO C3
Na última sexta-feira, 22 de abril de 2011, as imagens azuis do coronógrafo LASCO C3 tornaram-se subitamente brilhantes, dando a impressão que uma gigantesca explosão solar tinha acontecido. Mas por sorte, isso não é verdade!
Leia abaixo a explicação para a imagem saturada do Soho LASCO C3.
A fim de compensar o constante desalinhamento entre a antena de alto ganho do satélite em relação às antenas receptoras aqui na Terra, a cada 3 meses a equipe que controla o telescópio SOHO ordena um giro de 180 graus no corpo do observatório, fazendo com que a antena do satélite fique novamente apontada corretamente para a Terra. Essa rotação no corpo do satélite faz com que as imagens captadas do Sol também fiquem invertidas e para evitar isso o coronógrafo também é rotacionado.

Todo esse processe é repetido a cada 3 meses e respeita um cronograma previamente estabelecido.
Quando essa operação acontece, as imagens geradas pelo instrumento podem se tornar excessivamente claras, escuras ou borradas. O motivo é que as imagens do Sol são processadas tomando como base um nível de intensidade de fundo padronizado, necessário para que as cenas retratem com extrema fidelidade a coroa solar. Sem esse nível padrão, o resultado final seria a geração de imagens descalibradas e sem utilidade científica.
Para que as imagens captadas pelo Lasco C3 voltem a ficar como antes, é necessário que os computadores que processam as imagens conheçam com precisão qual o nível padrão a ser usado. Para isso, são necessários de 3 a 5 dias de coleta de dados não processados, que servirão como base para a geração de um novo modelo de fundo padrão. Quando esse modelo está pronto e validado, ele é inserido no algoritmo que processa as imagens, padronizando novamente as cenas captadas.



Fluxo de Raios-X

Explicação
A linha vermelha exibida no gráfico mostra o Fluxo de Raios X registrado pelo satélite GOES-14 no comprimento de onda entre 1 e 8 angstrons. Dentro desta região do espectro, os flares solares produzem picos que permitem classificar a intensidade da tempestade solar.
Picos superiores a 10-5 já são considerados tempestades. Maiores que 10-4 são tempestades de classe X, bastante intensas.
Do lado direito do gráfico existe a correlação entre o fluxo de raios X e os flares solares. Flares de Classe X podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias.
As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Rajadas de Classe C ou inferiores são fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra.
O gráfico é atualizado a cada 3 minutos.


Índice KP da Atividade Solar

Explicação
O gráfico acima mostra o Índice KP de atividade solar e é atualizado a cada 3 horas.
Os valores são derivados do tradicional Índice K, informados por uma série de magnetômetros instalados principalmente no Canadá e EUA. O índice retrata diretamente a intensidade do fluxo solar e as perturbações causadas na alta atmosfera terrestre, principalmente a ionosfera.
O Índice KP varia conforme a hora do dia, época do ano e também com a posição da Terra em relação ao Sol. Também existe relação direta com a quantidade de manchas solares. Quanto mais alto o índice, mais ruidoso está o Sol e mais radiação ionizante atinge a Terra.
Quando o índice KP está abaixo de 5 as condições da ionosfera estão quietas. Acima desse número já ocorrem tempestades geomagnéticas, sendo que números acima de 6 já são considerados preocupantes e diversas empresas e instituições são alertadas sobre a possibilidade de interferências e danos em equipamentos.
Índice KP e Efeitos Associados
KP=9
Extremo
Sistemas de potência: São esperados problemas de grandes proporções e acionamentos de sistemas de proteção. Redes de distribuição podem entrar em colapso, provocando blecautes. Transformadores podem ser danificados.Espaço: Intensas correntes induzidas nos circuitos dos satélites. Operações de orientação, uplink e downlink de dados são seriamente afetados. Erros significativos de rastreio devido ao forte aumento do arrasto na atmosfera.Outros: As correntes induzidas podem alcançar centenas de amperes. Fechamento completo da propagação em ondas curtas (HF) por diversos dias. Navegação por satélite praticamente impossível durante vários horas. Radionavegação por baixa frequência (beacons, ILS, etc) pode ser impossível por muitas horas. Auroras ocorrem em latitudes muito baixas (40º)
KP=8
Severo
Sistemas de potência: Possíbilidade de problemas de grandes proporções. Alguns sistemas podem detectar incorretamente informações nas redes de distribuição.Espaço: Satélites podem experimentar surtos de tensões induzidas. Correção de posicionamento e orientação podem ser necessários devido ao forte arrasto na atmosfera superior.Outros: Tensões induzidas nas tubulações podem requerer medidas preventivas. Propagação em Ondas Curtas (HF) se tornam exporádicas e a navegação por satélite pode permanecer degradada por horas. Radionavegação em ondas médias e longas (beacons, ILS, etc) se tornam corrompidas e auroras boreais são vistas em latitudes mais baixas (45º)
KP=7
Forte
Sistemas de potência: Podem ser necessário correções na tensão. Alarmes falsos podem ser disparados em alguns dispositivos de proteção.Espaço: Correntes induzidas podem afetar sistemas satelitais. Satélites de órbita baixa podem sofrer com o aumento do arrasto da atmosfera. Correções de posicionamento e orientação se tornam necessárias.Outros: Podem ocorrer problemas intermitentes na navegação e orientação por satélites ou através de sinais baixa frequência (beacons, ILS, etc). Comunicações por HF podem ser intermitentes e auroras podem ser vistas em latitudes baixas, ao redor de 50º.
KP=6
Moderado
Sistemas de potência: Redes elétricas em latitudes elevadas podem sofrer alertas de variação de tensão. Se prolongadas, as tempestades podem danificar transformadores.Espaço: Podem ser necessárias reorientações na órbita de satélites. O aumento do arrasto da atmosfera pode interferir no cálculo orbital.Outros: Pode fechar a propagação em ondas curtas (HF) nas latitudes elevadas. Ocorrência de auroras boreais em latitudes baixas, ao redor de 55º.
KP=5
Fraco
Sistemas de potência: Podem ocorrer flutuações fracas na rede elétrica.Espaço: Possíveis impactos nas operações que envolvem satélites.Outros: Alguns animais migratórios podem ser afetados. Auroras boreais visíveis em latitudes altas.
Previsão da Atividade Solar Futura

Explicação
Este gráfico, atualizado mensalmente, mostra o progresso e a previsão da atividade solar ao longo dos anos.
O eixo vertical indica o fluxo solar no comprimento de onda de 10.2 cm (2800 MHz). Esse número varia dentro de uma margem que vai de 60, quando não há manchas solares, até até 300, quando o Sol apresenta muitas manchas.
O eixo horizontal é o progresso da atividade ao longo dos anos, desde o passado até o atual momento e se estende por diversos anos no futuro.
A linha vermelha mostra a previsão da atividade futura, baseada em dados históricos coletados até o mês anterior ao atual.
Conclusão
Baseado na atual previsão, informada no topo do gráfico, vemos que o pico da atividade solar do ciclo atual ocorrerá em maio de 2013.
Os valores calculados mostram que o fluxo solar ficará entre 132 e 150 , com o máximo previsto de 100 manchas solares .


Utilizando os dados e imagens
Os dados e imagens apresentados permitem ao interessado conhecer de imediato as condições solares e sua interferência aqui na Terra.
Uma simples olhada no índice KP fornece uma visão bastante precisa da instabilidade da ionosfera. Usado em conjunto com a tabela ao lado é possível estimar as possíveis consequências que o bombardeio de partículas solares é capaz de produzir.
Observando o gráfico vermelho do fluxo de raios-x, o usuário também poderá prever o comportamento da ionosfera nos próximos dias. Picos prolongados atingindo a classe M e X provavelmente farão o Índice KP subir entre 48 e 72 horas. E quanto mais rápido o vento solar, mais rápidamente as partículas estarão viajando e mais rápido se chocarão contra a alta atmosfera.
Além disso, as imagens do coronógrafo Lasco C2 e C3 proporcionam um verdadeiro espetáculo, com os planetas e estrelas sempre cruzando o campo de visão do instrumento.
Explosão Solar e Tempestades Geomagnéticas
Tempestade SolarExplosão Solar
Também chamada de erupção, flare ou rajada, a explosão solar acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.
Os flares produzem forte emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.
Como consequência das explosões solares temos as chamadas Ejeções de Massa Coronal ou CME, enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Classificação
Quando observadas dentro do espectro de raios-x, entre 1 e 8 Angstroms, os flares produzem um intenso brilho ou clarão e sua intensidade que permite classificar o fenômeno.
Os flares de Classe X são intensos e durante os eventos de maior atividade podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias. Em casos extremos podem causar colapso em sistemas de distribuição de energia elétrica, panes em satélites, destruir transformadores e circuitos eletrônicos.
As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Tempestades menores muitas vezes seguem as rajadas de classe M.
Por fim existem as rajadas de Classe C, fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra.

Tempestades Geomagnéticas
Depois de ejetadas, as partículas levam aproximadamente três dias para cruzar os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.
aurora borealQuando atingem cerca de 60 mil km de altitude, as partículas são desviadas pela magnetosfera terrestre em direção aos polos. Na atmosfera superior dessas regiões elas se chocam com os átomos de oxigênio e nitrogênio e produzem radiação nos comprimentos de onda do verde e do vermelho respectivamente.
Esse efeito luminoso é chamado aurora (foto ao lado).
Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras, que recebem o nome de boreais quando ocorrem próximas ao polo norte e austrais quando próximas ao polo sul.
Normalmente, as auroras ocorrem entre 60 km e 150 km de altitude.

Prejuízos
Anualmente, as explosões solares são responsáveis por aproximadamente 1 bilhão de dólares em prejuízos e quem mais sofre com essas perdas são as concessionárias de energia elétrica e equipamentos de satélites, que por estarem em órbita não recebem a proteção das camadas mais altas da atmosfera, que bloqueiam as partículas solares, principalmente os raios-x.